Você sabe como se contrai a hepatite C? A maioria dos brasileiros não sabe

De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha, a pedido da Sociedade Brasileira de Hepatologia, em julho de 2015, os brasileiros sabem pouco sobre o contágio da hepatite C.

59% das pessoas ouvidas citaram corretamente o sangue como uma das formas de ser contaminado pela doença, mas 36% responderam que ela é transmitida pelo contato sexual, o que dificilmente ocorre (cada entrevistado podia citar mais de uma opção como resposta).

Também erraram os que responderam que a doença é transmitida pela saliva (20%), água (18%), picada de mosquito (15%) e animais domésticos (4%). Outros 18% dos entrevistados responderam que não sabiam como acontecia a transmissão da hepatite C. Ao todo, foram ouvidas 2.125 pessoas em 120 municípios brasileiros.

Vale ficar atento às formas mais comuns de contágio: compartilhamento de objetos pontiagudos, o que pode ocorrer na manicure, estúdios de tatuagem e piercing e ao dividir seringas contaminadas.

Os entrevistados também responderam sobre a realização de exames para detectar a hepatite C. Apenas 38% já haviam realizado algum exame do gênero. O percentual preocupa, porque os sintomas da doença podem levar anos até se manifestarem.

Pelos cálculos da Sociedade Brasileira de Hepatologia, existem dois milhões de brasileiros infectados pela doença, porém mais de 60% desconhecem o diagnóstico.

Caso não haja tratamento, a doença pode provocar inflamações no fígado, a cirrose, que podem levar à morte. Alguns dos sintomas, quando eles aparecem, são pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Vale conhecer também as principais diferenças entre as hepatites A, B e C. A do tipo A se pega por meio da água e alimentos contaminados, além da má higiene das mãos antes de comer. A do tipo B se pega do mesmo modo que a C (por meio de objetos pontiagudos contaminados), além do sexo sem proteção.

Existe cura para a hepatite A e a C. Para a B, não, mas o vírus pode ser anulado com tratamento adequado. Saiba mais consultando o infográfico feito pelo site “Bem-Estar”, clicando aqui.

Fonte: Bem-Estar

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