Suécia dá incentivo financeiro a pessoas que consertam e não jogam suas coisas fora

Pouco a pouco, medidas anticonsumo desenfreado tomam conta do cenário atual. Já não é mais sinônimo de status comprar só por comprar. Com essa mentalidade, saem na frente países mais desenvolvidos, onde as pessoas se engajam em iniciativas sustentáveis em favor do lugar onde vivem e, consequentemente, de si próprias.

É o caso da Suécia, que já distribuiu bikes para quem quisesse deixar o carro em casa, além de atingir a marca de 99% do seu lixo reciclado e ainda deixar de lado as Olimpíadas para investir em moradias públicas. Mas agora um novo plano prevê rever a cultura do descarte.

A intenção do governo é reduzir o custo e assim tornar mais racional o comportamento econômico para reparação de bens. Lá, as pessoas que consertam suas coisas ao invés de descartá-las terão impostos reduzidos entre 25 e 12%. Para chegar a esse resultado, o país pretende baixar o valor do IVA (imposto que incide sobre as transações efetuadas) referente aos serviços.

Eletrodomésticos e outros bens do tipo recebem o reembolso de taxas, o que significa metade do custo do serviço. A proposta criada pelo vice-ministro de finanças Per Bolund, valerá inicialmente para o conserto de roupas, sapatos e bicicletas.

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