O exemplo de Kaike, 64 anos, atleta paraolímpico vencedor e rumo a mais um Parapan-Americano

Nada segura a vontade de vencer do paratleta Luiz Henrique Medina, conhecido como Kaike.
Aos 64 anos e rumo ao Parapan-Americano 2015, que será realizado em agosto, em Toronto, no Canadá, ele quer mais uma medalha no tênis de mesa.
Nasceu sem os dois antebraços, a perna esquerda, a língua e o maxilar inferior. Cresceu num centro de reabilitação, passou por dezenas de cirurgias e nada disso fez com que deixasse de viver entusiasmado e cheio de objetivos. Estudou citologia, fez carreira em um hospital e, depois disso tudo, ainda teve fôlego para se tornar esportista.
Conquistou a medalha de prata por equipes e bronze individual nos Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, entre outras vitórias.

Batemos um papo com ele, um exemplo para o esporte e a sociedade, e você confere agora.

Blog da Seguros: O senhor acabou de ganhar a medalha de bronze no Aberto Internacional da Costa Rica, em dezembro. Qual o segredo para manter esse ritmo diante das adversidades e, ainda por cima, com tanto bom humor?
Kaike: O tênis de mesa exige muita técnica. Talvez seja o único esporte onde um senhor como eu, de mais de 60 anos, pode vencer um jovem de 15. Por isso, fico cada vez mais entusiasmado em superar meus limites.

Blog da Seguros: Como está a preparação e a expectativa para o Parapan-Americano?
K: Tenho treinado bastante com meus técnicos, Carlos Koyama, do Centro Social Chinês de São Paulo, em Indaiatuba, e Hugo Suzuki, da Academia de Tênis de Mesa (Ateme). Há também a preparação física e mental. A expectativa é enorme, pois representar o país nesta importante competição traz alegria. Também é uma grande responsabilidade.

Blog da Seguros: Como você venceu as dificuldades encontradas para praticar o esporte diante das suas limitações?
K: Experimentando várias modalidades até encontrar a que trouxe alegria. Quando escolhi o tênis de mesa, procurei fazer o que sempre fiz: me dedicar de corpo e alma.

Blog da Seguros: Como é a sua rotina? O que gosta de fazer além de praticar tênis de mesa?
K: Três vezes por semana frequento o Centro Social Chinês de São Paulo, onde pratico com o técnico Koyama. Também vou à Ateme duas vezes por semana e treino com o técnico Suzuki. Costumo ter folga nos finais de semana, pois ninguém é de ferro! Gosto muito de dançar, de escutar música e, principalmente, de assistir a filmes. Também leio um pouco.

Blog da Seguros: Que mensagem gostaria de deixar para a nova geração de atletas que enfrentam dificuldades dentro ou fora do esporte?
K: Posso dizer que quando a gente quer, a gente consegue. Nunca desista, seja paciente e persistente!
Amo cada momento da minha vida, agradeço por tudo o que tenho! E também por aquilo que também não tenho (a perna esquerda, os dois antebraços, a língua e o dedão do pé direito). Superar cada obstáculo que surge na vida é uma lição de amor à vida!

 

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