Já ouviu falar de vigorexia? Entenda melhor o “vício em musculação”

Frequentar a academia para desenvolver o corpo é uma prática repleta de vantagens e, normalmente, conduz a uma vida mais saudável. Alguns mantêm um alto nível de dedicação e acreditam que ter um corpo musculoso é sinal de boa saúde. Há casos, porém, em que a insatisfação com os resultados alcançados começa a prevalecer e a pessoa decide ir além das capacidades do seu corpo, obsessivamente.

Perseguir o ideal do corpo perfeito pode ser nocivo
Isso ocorre por causa do transtorno dismórfico muscular, também conhecido como vigorexia. A doença faz com que a pessoa veja a si mesma de forma distorcida e se considere pequena e fraca, mesmo ao perceber a evolução de suas medidas corporais e receber elogios dos que a cercam. O senso crítico afetado conduz os vigoréxicos a tomarem medidas absurdas: excesso de treino, dietas restritivas com mais proteínas do que o corpo precisa e, os mais paranoicos, arriscam a própria integridade física com o uso de anabolizantes.

Consequências que o distúrbio traz
Os problemas que um vigoréxico enfrenta interferem diretamente em sua qualidade de vida. A dieta exageradamente proibitiva pode aumentar o colesterol e facilitar o caminho para a hipertensão arterial. Treinar em ritmo exagerado é perigoso, pois aumenta a frequência cardíaca, mesmo em repouso.

No entanto, os males mais evidentes são os psicológicos. A pessoa começa a despertar sentimentos negativos, sente-se inferior por não alcançar os resultados desejados, torna-se agressiva e mais propensa à irritabilidade e, nas situações mais críticas, desenvolve a depressão.

Diagnóstico e cura
A vigorexia ainda não foi internacionalmente classificada como uma doença, de fato. Por isso, os manuais psiquiátricos atuais ainda não listam critérios para diagnosticar e lidar com o transtorno. Sem esse reconhecimento, a dificuldade de uma pessoa admitir que sofre de vigorexia aumenta. O apoio familiar e dos amigos é fundamental para direcionar quem precisa para um tratamento.

 

Fonte: Revista Bem Estar

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