A felicidade é mesmo contagiante? Um novo estudo sugere que sim

A cura para a depressão ainda é objeto de muitas pesquisas e tentativas com pacientes. Por outro lado, descobriu-se que, sim, a felicidade é contagiante, e conviver com pessoas alegres pode modificar o humor de quem está sofrendo de tristeza.

O estudo foi publicado no final de agosto pela Universidade de Warwick, no Reino Unido, e examina o efeito, em nossa própria felicidade, de ter amigos com um “humor saudável”.

Os pesquisadores usaram dados americanos do Estudo Nacional Longitudinal da Saúde Adolescente para chegar a essa conclusão. Eles combinaram informações sobre humor (a partir de um questionário respondido por quem topou participar da pesquisa) e sobre redes de amizade.

Então, calcularam o grau de “contaminação” de humores entre os indivíduos usando métodos similares aos que são usados para rastrear a disseminação de doenças infecciosas.

Acabaram descobrindo que adolescentes com cinco ou mais amigos com boa saúde mental tinham metade da probabilidade de desenvolver depressão ao longo de um período de seis a 12 meses – e o dobro de chances de se recuperar da doença.

Um outro estudo corrobora a percepção de que a felicidade pode ser “contagiosa”: uma pesquisa publicada em 2008 pelo BMJ (antigo British Medical Journal) dá conta de que a felicidade se estende em até três graus de separação – para os amigos dos amigos dos amigos.

Isso porque pessoas felizes, segundo os autores do estudo, tendem a ser mais legais com as outras, mais prestativas ou apenas têm uma energia que faz com que quem está ao redor se sinta melhor. Sendo felizes, elas tornam mais feliz quem está em volta também.
Ou seja, pratique felicidade!

Fonte: The Guardian

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