Será possível detectar o câncer através de exames de sangue no futuro?

Anualmente, 14 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer no mundo. E com o crescimento da expectativa de vida, esse número tende a aumentar. Com os avanços médicos nos últimos anos, o tempo de sobrevida dos pacientes e a taxa de cura aumentaram significativamente, mas ainda assim, o câncer segue sendo um desafio para a ciência.

No entanto, em agosto deste ano, a revista Science Translational Research apresentou resultados que podem significar a maior revolução na luta contra o câncer nas últimas décadas. Uma pesquisa liderada por Viktor Velculescu, da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, está verificando a possibilidade de detectar as células cancerosas no sangue enquanto o tumor se encontra em um estágio inicial.

A equipe de pesquisadores da Johns Hopkins desenvolveu uma tecnologia capaz de analisar anormalidades em pouco mais de 50 genes que estão fortemente correlacionadas ao câncer a partir de quantidades ínfimas de DNA no sangue. Um grupo de pacientes que não tinha nenhum sintoma e que teve diagnóstico de câncer muito inicial, descoberto por acaso em exames de rotina teve amostras de sangue analisadas. Em 60% a 70 % deles, os autores do trabalho verificaram defeitos nos genes analisados.

Se, a partir dessa descoberta, pudéssemos diagnosticar 70% dos cânceres mais comuns em estágio inicial, teríamos uma redução proporcional na mortalidade, não mencionando o quanto pouparíamos em sofrimento e custo associado aos tratamentos destinados aos tumores avançados. Outro ponto positivo deste método seria o seu potencial para uso em massa, com evidente impacto em programas de saúde pública.

De agora em diante, o desafio dos pesquisadores é aprimorar ferramentas genéticas que permitam saber que tipo de câncer foi identificado pelo estudo do DNA. Além disso, apenas estudos de vários anos e com grandes populações poderão afirmar se estas ferramentas teriam uso promissor para todas as pessoas ou somente em grupos de risco. De acordo com um dos autores do estudo, o oncologista brasileiro Alessandro Leal, o estudo já começou a ser expandido em uma grande população de indivíduos em um país europeu.

Fonte: Seguros Unimed

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