Algumas coisas que você talvez não saiba sobre a preguiça

Os planos na sua cabeça sempre funcionam, mas, na prática, você não consegue nem começar?
Foi assim com a academia, naquele dia em que você resolveu ir à padaria a pé e naquele outro em que estava “muito frio” para sair da cama? Informamos que você é um bocadinho preguiçoso.
O site da revista Exame listou 20 fatos sobre esse problema do qual ninguém escapa, e nós reunimos os mais legais. De quebra, uma dica para quem quer eliminar a preguiça: determine um prazo para agir. Ele deve ser rápido, de não mais do que 15 minutos. Assim você evita o adiamento constante.
Também vale a pena dividir as tarefas em partes menores e possíveis e premiar-se a cada missão cumprida, uma excelente maneira de se motivar. Anote essas dicas, porque só de ler essa lista dá uma preguiça…

 

1) A preguiça pode ser genética

Um estudo feito na Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, comprovou que o gene da preguiça existe, pelo menos em ratos! Os cientistas colocaram os animais em jaulas com rodas de correr e mediram quanto tempo eles se exercitavam em seis dias. Depois, cruzaram entre si os ratos que mais se exercitaram por 10 gerações e os que foram mais preguiçosos. No fim, os pesquisadores encontraram 36 genes que interferiam diretamente na motivação dos roedores para girar a rodinha.

2) A preguiça pode ser natural

A preguiça é uma tendência natural do ser humano, que ajuda a poupar energia. Pelo menos segundo o cientista Christopher Hsee, da Universidade de Chicago. Livre-se da culpa!

3) A preguiça pode fazer você mentir

Uma empresa de convênios de saúde do Reino Unido chamada Benenden Health fez uma pesquisa e descobriu que 60% dos chefes de lá ficam bem desconfiados quando os funcionários ligam avisando que estão doentes e, portanto, não irão ao trabalho. Será que só os chefes britânicos pensam assim?

4) A preguiça pode fazer você querer mudar de país

A universidade australiana de New South Wales conduziu uma pesquisa na comunidade de imigrantes chineses. E a preguiça apareceu entre os principais motivos apontados pelos entrevistados para tentar a vida na Austrália. A percepção de que os australianos tinham um estilo de vida mais sereno foi decisiva.

5) O café não acaba com a preguiça

A universidade americana da Colúmbia Britânica realizou um experimento envolvendo 20 ratos, todos colocados numa jaula com buracos onde havia açúcar. Os animais mais esforçados procuravam o alimento nos buracos de difícil acesso, pois eles continham mais açúcar. Já os ratos mais preguiçosos se contentavam em obter menos açúcar, buscando o alimento nos buracos mais fáceis. Num determinado momento, todos os ratos receberam uma dose de café. E adivinhem: os ratos preguiçosos continuaram preguiçosos e os ratos esforçados se tornaram preguiçosos também. O que houve? Nem a ciência sabe explicar ainda.

6) Bahia, a capital da preguiça. Será?

Em 1998, uma antropóloga chamada Elisete Zanlorenzi fez questão de descobrir se na Bahia a preguiça domina, e o achado virou sua tese de doutorado. O que ela descobriu: durante o carnaval de 1994, a filial baiana de uma empresa registrou menos faltas de funcionários que a filial paulista. Além disso, no fim da década de 1980, cerca de 85% das pessoas trabalhavam entre 38 e 48 horas por semana na região metropolitana de Salvador. Segundo Elisete, o racismo estaria por trás da preguiça associada aos baianos. Ela afirma que a crença de que os negros eram preguiçosos era comum entre a elite branca baiana no tempo da escravidão. As migrações para o sudeste combinadas a uma série de fatores fizeram com que o injusto mito fosse associado aos baianos e se espalhasse pelo país.

7) Se Newton diz…

“Todo corpo persiste em seu estado de repouso, ou de movimento retilíneo uniforme, a menos que seja compelido a modificar esse estado pela ação de forças impressas sobre ele”. Divulgada em 1687, a 1ª Lei de Newton aborda o princípio da inércia. Na prática, ela prova que até a natureza, em determinadas circunstâncias, é um pouco preguiçosa.

8) Mas é pecado!

Como se sabe, a preguiça é um dos sete pecados capitais. De acordo com o professor de filosofia da Universidade de Brasília Agnaldo Portugal, foi Gregório o Grande quem pôs a preguiça nessa lista. Gregório foi papa da Igreja Católica no século VI. Ele se inspirou nas Epístolas de São Paulo para determinar quais seriam os pecados capitais, que são: gula, luxúria, avareza, ira, soberba, inveja e preguiça.

9) Tem remédio?

Em abril de 1905, a revista Scientific American noticiava a descoberta de uma substância capaz de combater a preguiça. Criado pelo médico alemão Wolfgang Weichardt, o remédio foi desenvolvido a partir de experiências com animais. De acordo com a publicação, uma senhora capaz de carregar um pacote de dois quilos por 1,5 quilômetro conseguia aguentá-lo por cerca de 2,5 quilômetros após tomar quatro doses da substância. Porém, não há registros posteriores desse suposto remédio contra a preguiça.

10) Desde que o mundo é mundo

Preguiça é coisa antiga. Já em 1913, o Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Candido de Figueiredo, explicava assim o termo: “Morosidade, negligência. Vontade de não trabalhar, desamor ao trabalho. Pachorra. Moleza, indolência”. Quem nunca?

 

Fonte: Exame.com (http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/20-coisas-que-os-cientistas-ja-descobriram-sobre-a-preguica/?rct=rolex#7)

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